Lembram-se de 1ª vez que olharam "aquela" pessoa de forma diferente... Sentimos um "clique" e ela torna-se... especial... e só queremos estar com ela, partilharmos tudo com ela?
É nesse momento em que nos apaixonamos!
Em que tudo começa a ter razão de ser.
E quando somos correspondidos, aí sim, o mundo está direito, tudo parece estar nos seus devidos lugares. Tudo se encaixa perfeitamente. Andamos felizes, com um sorriso que ilumina tudo e que tranparece para todos.
Há amores e amores, claro!
E eu vivi um Amor lindo!
Um amor que me levou a decidir deixar tudo para estar com "aquela" pessoa!
E os laços que criámos são fortes! Sim, ainda são fortes...
Não porque ainda viva esse Amor, porque já não estamos juntos. Mas por razões que desconheço esses laços mantém-se fortes!
E é nesta altura que devo alertar que nem sempre aquele Amor que achamos ser "o" amor das nossas vidas pode não o ser... Sim, é verdade!
Não porque deixamos de amar, mas porque circunstâncias da vida assim o determinam... Porque "aquela" pessoa muda... e deixa de ser a pessoa por quem nos apaixonámos e revela-se um autêntico estranho! Capaz de mentir, omitir... enfim...
E apesar de tudo isto o teu sentimento mantem-se.
Não me perguntem porquê, porque ainda não sei responder!
Houve alturas em que achei que tudo não passaria de um teste às minhas capacidades, um teste a mim própria. E talvez por isso, e acreditando nos sentimentos confessados (sempre) nos momentos em que nos amávamos e reafirmados, agarrei-me a essas palavras e a este sentimento, que é dos mais puros que tenho.
Mas... começo a pensar que tudo não passa de... não sei!
Sou uma pessoa que acredita e vê (pelo menos tenta) o melhor das outras pessoas. E, por incrível que pareça ainda olho para "aquela" pessoa e vejo a mesma por quem me apaixonei.
Será que não quero admitir que me possa ter enganado tanto?
Seja como for, reservo para mim - algo que será sempre uma coisa só minha! - a crença (quase certeza) de que tive o privilégio de conhecer o verdadeiro "eu" "daquela" pessoa!
Que, por razões que desconheço se perdeu... perdeu o rumo...
[A partir daqui já não posso afirmar nada porque não sei! E, talvez, porque não queira saber, para não descobrir que estive sempre errada...]
Só que chega uma altura em que temos de pensar em nós, temos de parar de sofrer por algo que só nós vemos e só nós acreditamos.
Por defeito de profissão, talvez, tenho de acreditar em factos. E os factos estão todos contra mim!
Talvez esteja mesmo na altura de atirar a toalha ao chão, de deixar de lutar (sozinha) por um Amor que, nos termos em que "está"(?), talvez só exista no meu coração. Chegou a altura de parar de remar sozinha contra a maré, contra a distância, contra o mar, contra tudo e todos!
E chegou a altura de pensar em mim! E tentar ser feliz...
[As lágrimas teimam em desobedecer-me e caem. Porque ao escrever isto o meu coração está tão apertado, tão pequenino... Porque ainda ama!
Chegou a altura de ouvir a razão. De tentar ignorar o coração.
Mais do que já fiz não posso fazer...]