segunda-feira, 30 de abril de 2007

"Moral da história"...

«... Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém. Posso, apenas, dar boas razões para que gostem de mim e ter a paciência para que a vida faça o resto...»
William Shakespeare
:´(

Na sequência do último postal...

"[...]Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um "não".
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo
[...]"
F.P.
Lembram-se de 1ª vez que olharam "aquela" pessoa de forma diferente... Sentimos um "clique" e ela torna-se... especial... e só queremos estar com ela, partilharmos tudo com ela?
É nesse momento em que nos apaixonamos!
Em que tudo começa a ter razão de ser.
E quando somos correspondidos, aí sim, o mundo está direito, tudo parece estar nos seus devidos lugares. Tudo se encaixa perfeitamente. Andamos felizes, com um sorriso que ilumina tudo e que tranparece para todos.

Há amores e amores, claro!
E eu vivi um Amor lindo!
Um amor que me levou a decidir deixar tudo para estar com "aquela" pessoa!
E os laços que criámos são fortes! Sim, ainda são fortes...
Não porque ainda viva esse Amor, porque já não estamos juntos. Mas por razões que desconheço esses laços mantém-se fortes!
E é nesta altura que devo alertar que nem sempre aquele Amor que achamos ser "o" amor das nossas vidas pode não o ser... Sim, é verdade!
Não porque deixamos de amar, mas porque circunstâncias da vida assim o determinam... Porque "aquela" pessoa muda... e deixa de ser a pessoa por quem nos apaixonámos e revela-se um autêntico estranho! Capaz de mentir, omitir... enfim...
E apesar de tudo isto o teu sentimento mantem-se.
Não me perguntem porquê, porque ainda não sei responder!
Houve alturas em que achei que tudo não passaria de um teste às minhas capacidades, um teste a mim própria. E talvez por isso, e acreditando nos sentimentos confessados (sempre) nos momentos em que nos amávamos e reafirmados, agarrei-me a essas palavras e a este sentimento, que é dos mais puros que tenho.

Mas... começo a pensar que tudo não passa de... não sei!
Sou uma pessoa que acredita e vê (pelo menos tenta) o melhor das outras pessoas. E, por incrível que pareça ainda olho para "aquela" pessoa e vejo a mesma por quem me apaixonei.
Será que não quero admitir que me possa ter enganado tanto?
Seja como for, reservo para mim - algo que será sempre uma coisa só minha! - a crença (quase certeza) de que tive o privilégio de conhecer o verdadeiro "eu" "daquela" pessoa!
Que, por razões que desconheço se perdeu... perdeu o rumo...

[A partir daqui já não posso afirmar nada porque não sei! E, talvez, porque não queira saber, para não descobrir que estive sempre errada...]

Só que chega uma altura em que temos de pensar em nós, temos de parar de sofrer por algo que só nós vemos e só nós acreditamos.
Por defeito de profissão, talvez, tenho de acreditar em factos. E os factos estão todos contra mim!

Talvez esteja mesmo na altura de atirar a toalha ao chão, de deixar de lutar (sozinha) por um Amor que, nos termos em que "está"(?), talvez só exista no meu coração. Chegou a altura de parar de remar sozinha contra a maré, contra a distância, contra o mar, contra tudo e todos!
E chegou a altura de pensar em mim! E tentar ser feliz...

[As lágrimas teimam em desobedecer-me e caem. Porque ao escrever isto o meu coração está tão apertado, tão pequenino... Porque ainda ama!
Chegou a altura de ouvir a razão. De tentar ignorar o coração.
Mais do que já fiz não posso fazer...]

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Somos donos dos nossos actos,
mas não somos donos dos nossos sentimentos...
Somos culpados pelo que fazemos,
mas não somos culpados pelo que sentimos...
Podemos prometer actos,
não podemos prometer sentimentos...
Actos são pássaros engaiolados,
Sentimentos são pássaros em voo...

Mário Quintana

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Será que um dia...?

Tantas vezes nos perguntamos o que queremos da vida, tantas vezes queremos tantas coisas, tantas vezes dizemos que sabemos, tantas coisas que queremos, tantas coisas que dizemos que somos e... quando nos deparamos com as oportunidades... congelamos!
E agora?!?!
Que fazemos?!?!
É nestes momentos que destesto o que vejo no espelho! Uma pessoa fraca, sem forças... e com vontade de desistir... de tudo!
Não me reconheço...
Não quero ser assim... estar assim... E sei que não sou assim!
Mas que faço?

:)... sei bem o que fazer... a "piada" de tudo isto é essa... sei bem o que devo, o que já devia ter feito e... no entanto... há uma força (que não sei de onde vem!) que me agarra... que não me deixa partir!
O que é?

São tantas as coisas que quero!
Será que um dia...?

domingo, 22 de abril de 2007


« ...Não posso deixar que te leve
o castigo da ausência,
vou ficar a esperar e vais ver-me lutar
para que esse mar não nos vença...


Não posso pensar que esta noite
adormeço sozinho
vou ficar a escrever,
e talvez vá vencer
o teu longo caminho.

Quero que saibas
que sem ti não há lua,
nem as árvores crescem,
ou as mãos amanhecem
entre as sombras da rua.

Leva os meus braços
esconde-te em mim,
que a dor do silêncio
contigo eu venço
num beijo assim...

Não posso deixar de sentir-te
na memória das mãos,
vou ficar a despir-te,
e talvez ouça rir-te
nas paredes, no chão.

Não posso mentir que as lágrimas
são saudades do beijo,
vou ficar mais despido
que um copo vencido
perdido em desejo.

Quero que saibas
que sem ti não há lua,
nem as árvores crescem,
ou as mãos amanhecem
entre as sombras da rua.

Leva os meus braços
esconde-te em mim
que a dor do silêncio
contigo eu venço
num beijo assim...
»
Foto de Manuela Morgado, Chuva de Sol

quarta-feira, 18 de abril de 2007

...Ultimamente não tenho tido muita vontade de postar...
O que não significa que não tenha vontade de escrever... o que me vai na alma... Devo ou não devo? Eis a questão!?!?
Ando triste... Porquê? Não sei... ou talvez saiba! As pessoas perguntam-me o que se passa e não sou capaz de dizer. Para quê?!? Já sei o que me vão dizer!
Afinal o que me falta?!? Tenho uma família fantástica, um bom trabalho, saúde... Que mais é preciso?
Tanta gente com problemas bem mais graves e eu... Insatisfeita! Com tudo, com o meu trabalho, com a minha vida, comigo...
Todos os dias acordo e digo: hoje é o 1º dia do resto da minha vida!
Esquece o passado, vive o presente e prepara o futuro!

Quem ouvir pensará que é fácil, não é?!?!
Mas tem sido tão difícil!

E por vezes sinto que é injusto! Que não mereço... que mereço mais! Que o quase se torne tudo! Sei que depende de mim lutar contra isto tudo. E só de mim. Tenho feito um esforço! Mas sinto-me sem forças... (quase) esgotada!
Já quase não consigo fingir! A cada dia que passa tenho mais dificuldades em fazer de conta que está tudo óptimo e sorrir. Os meus olhos já não enganam...
Porque tudo me parece estar errado.
E apetece-me gritar!
Fugir! De tudo e de todos! Até de mim...

Hoje foi (mais) um dia difícil!

quinta-feira, 12 de abril de 2007

A luz do dia mergulhava no horizonte... corria algum vento...
Assim que pousou os pés descalços naquela areia escura sentiu um arrepio na espinha! Estava frio! E à medida que se despia o arrepio aumentava... Não tinha a certeza do que a arrepiava... o frio ou todos aqueles sentimentos que a invadiam: confusão, amor, desilusão, tristeza, esperança...
Não estava sozinha.
Ambos precisavam de se encontrar! Ali tão perto um do outro, mas ambos meios desorientados, meios perdidos...
E ambos precisavam daquele mergulho, naquela água gelada. Arrefecer aquela mistura de sentimentos!
As lágrimas que rolavam pela face dela fundiam-se com aquele mar salgado... As dele também.
Trocaram palavras... de amor... de vontade... de querer... Queriam-se!
...Encontraram-se... nos braços um do outro... Naquele abraço!

Um momento que ficará na memória dela para o resto da sua vida...

segunda-feira, 9 de abril de 2007

"Eu queria trazer-te uns versos muito lindos
colhidos no mais íntimo de mim…
Suas palavras
seriam as mais simples do mundo,
porém não sei que luz as iluminaria
que terias de fechar teus olhos para as ouvir…
Sim! Uma luz que viria de dentro delas,
como essa que acende inesperadas cores
nas lanternas chinesas de papel!
Trago-te palavras, apenas… e que estão escritas
do lado de fora do papel… Não sei, eu nunca soube o que dizer-te
e este poema vai morrendo, ardente e puro, ao vento
da Poesia…
como
uma pobre lanterna que incendiou!
"

Mais um belo poema de Mário Quintana, um poeta que me conquistou pela sua clareza de pensamentos e sentimentos.
...!

sexta-feira, 6 de abril de 2007

"...Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras,
alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho...
Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento...e não brinque com ele.
E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.
Não quero lutar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe..."

Boa noite...

Hoje vou adormecer ao som desta música, simplesmente, extraordinária... Wish You Were Here...

domingo, 1 de abril de 2007

"... Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém...e
poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim
quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto..."