sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Queria tanto...

... estar contigo... enroscada contigo, nos teus braços!

Sentir a segurança que, em tempos, me transmitiste...
Sinto tantas saudades das nossas conversas! Lembras-te?!?!

Simplesmente, de estar de mãos dadas contigo e brincar com as tuas mãos...

Queria tanto passar esta época contigo!
Nesta altura em que termina um ano e inicia um outro inteiramente novo, cheio de intenções, vontades... vazio de maus momentos e promissor... quiça de muita coisa boa!

És tão especial!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

É Natal, e tu não estás...

Esta época do ano é especial.
Mas... é Natal, e tu não estás.
Passeio pelas ruas desta minha cidade, com o frio a bater-me na cara, o nariz gelado e penso em ti. Penso como seria bom que estivesses aqui, comigo… de mãos dadas a escolher as prendas da nossa família e amigos. Cruzo-me com tantas caras estranhas e reparo que a maioria tem um sorriso nos lábios. Parecem felizes… E eu? Aperto melhor o cachecol, escondo as mãos nos bolsos e encolho-me.
Passo as montras e imagino os presentes que te compraria se aqui estivesses: um relógio – mais um para a tua colecção -, aquele cachecol, para te agasalhar nestes dias frios que aqui se fazem sentir, o livro que há muito ando para comprar ou aquele CD que tenho a acerteza que vais gostar.
Como todos os anos, compro os postais de boas festas para enviar aos meus Amigos e começo a pensar no que escreverei no teu…
Já escolhi a tua prenda! Para não variar será algo que partilhamos.

Nestas alturas, em que é habitual fazermos uma retrospectiva e planearmos o futuro mais próximo, imagino-te a pensar nas tuas opções e alternativas. Que decidirás? - pergunto-me…

domingo, 9 de dezembro de 2007

Silêncio...

... e mais silêncio...

Hoje estou... triste... e sinto-me só...

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Mexeste comigo… Uma vez mais!

Fiquei a pensar em ti… (há algum tempo que tal não acontecia... com esta intensidade.)

Sempre achei que tínhamos tudo a ver… e sempre que nos encontramos confirmo esta opinião.
Recordei o nosso 1º café à noite! No Black Coffee, lembras-te? Fluiu de tal forma que parecia que nos conhecíamos desde há muito! :)
E, nestes momentos – apesar de tudo… – confirmei as minhas suspeitas… as nossas afinidades… as nossas brincadeiras… os nossos sorrisos… os nossos olhares!!!
O teu sorriso continua delicioso… e… os teus olhos…!

Perguntaste-me tanta coisa! Parecia que querias que te desse “a” resposta! Não é fácil a tua decisão, reconheço… Mas “aquela” resposta só tu podes ter! Não poderei dizer-te nada. Apenas posso ajudar-te a pensar, sem interferir.
Mas entre os meus silêncios e as palavras meias… disse-te muita coisa (tanta!). Pergunto-me se (me) ouviste…
E havia tanta coisa que te queria perguntar!!! Ainda tentei, mas... optei não fazê-lo...
Os meus desejos e a minha vontade? Estou convencida que os adivinhas facilmente… Mas tens de o querer também. E eu quero que tu o queiras (sabê-lo-ás?).

O meu desejo de cair nos teus braços e matar a saudade do calor do teu abraço, das tuas mãos e dos teus lábios era tão forte! Não sei como consegui controlar todos estes ímpetos!!! Mas fi-lo…!
[Não podia ceder. Sei que tu sabes disso… Como fazê-lo? E depois…? Voltaríamos às mesmas indecisões e distanciamentos…? Não conseguiria suportar!]
Como dizem os "mais velhos"?!?! O que tiver de ser... será...

Mas... foi bom! Tão bom ver-te!
O nosso passeio... pela minha cidade, tão tua também! :)
E a tua surpresa, que queria que fosse minha… ;) (Até nisto...!)
Já te disse que adorei, mas... A M E I !!!! AMEI tudo!!
Um BEIJO! (“aquele”…)

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

O mundo dá voltas e mais voltas...

... e acaba sempre em ti!

Esforço-me... A sério que me esforço para te esquecer!
Não falo, não digo nada, não dou notícias...

De repente, quando já penso que estás mais distante do meu pensamento e sentimento... reapareces!
Surge alguém que te traz de novo...

Porquê?!? Porque é que fico assim? Com o coração descompassado... a pensar como estarás...

Não há hipótese...
Porque não te esqueço?

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Será isto Amor?

O sol está lindo, quente e brilhante! Um dia de Outono magnífico!
O rio bem ali ao lado brilhava de tal forma que parecia um espelho a reflectir o brilho do Sol!!
Já lá não ia há uns tempos...

Subo o elevador e dirijo-me à varanda, aquela esplanada com uma vista difícil de igualar.
O coração bate descompassado e as recordações surgem sem controlo!
Sento-me, ligo a música e olho o rio...

Incrível... Como é possível que este sentimento ainda seja tão forte?!?
Não pode ser...

Afinal, o tempo não ajuda! Parece que quanto mais tento esquecer, mais me lembro, mais este sentimento vem ao de cima.
Lembro-me aquele poema de Mário Quintana:
"Eu, agora - que desfecho!
Já nem penso mais em ti...
Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci?" ...

... Penso como estarás?
Provavelmente nem pensas em mim e já me esqueceste... (certamente! ...)
Lá estou eu! Sofro... E porquê?!?

Será isto Amor?!?!

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Gosto de ti...

Gosto de ti como quem gosta do sábado,
Gosto de ti como quem abraça o fogo,
Gosto de ti como quem vence o espaço,
Como quem abre o regaço,
Como quem salta o vazio,
Um barco aporta no rio,
Um homem morre no esforço,
Sete colinas no dorso
E uma cidade p’ra mim.

Gosto de ti como quem mata o degredo,
Gosto de ti como quem finta o futuro,
Gosto de ti como quem diz não ter medo,
Como quem mente em segredo,
Como quem baila na estrada,
Vestido feito de nada,
As mãos fartas do corpo,
Um beijo louco no porto
E uma cidade p’ra ti.

Enquanto não há amanhã,
Ilumina-me, Ilumina-me.
Enquanto não há amanhã,
Ilumina-me, Ilumina-me.

Gosto de ti como uma estrela no dia,
Gosto de ti quando uma nuvem começa,
Gosto de ti quando o teu corpo pedia,
Quando nas mãos me ardia,
Como silêncio na guerra,
Beijos de luz e de terra,
E num passado imperfeito,
Um fogo farto no peito
E um mundo longe de nós.

Enquanto não há amanhã,
Ilumina-me, Ilumina-me.
Enquanto não há amanhã,
Ilumina-me, Ilumina-me.

Pedro Abrunhosa, ILUMINA-ME

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Dizem-me que o tempo cura tudo... Que a distância ajuda a esquecer...
Mas cura o quê?!? Como?

Gostava tanto de saber como... como apagar de dentro do meu coração este sentimento que teima em sobreviver! Porque é que não passa? Porque é que, vezes sem conta, dou comigo a pensar em ti. Que bom seria se estivesses aqui, comigo, a partilhar alguns momentos inportantes! Que bom seria sentir (de novo) o teu abraço meigo e apaixonado... Que bom seria que tudo o que disseste fosse sincero e verdade...

Mas não... não deve ter tudo passado de um sonho meu! Se fosse verdade, estariamos juntos... como dantes! Inseparáveis, tal a perfeição e transparência do sentimento que nos unia! Nada nos podia separar, nem mesmo a distância. Como era bom! Tanta cumplicidade e partilha...

Talvez tenha mesmo sido um sonho...

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

...

«Noites sem ti, onde me perco
Procuro por mim, a paixão do incerto
E saber que me amas mas mesmo assim, basta pra ti dizeres que
sim
Mesmo quando eu vou, gostares de mim pelo que eu sou

Deixa-me olhar, deixa-me perguntar
Se gostas de mim nas noites que eu passo sem ti
Deixa-me olhar, deixa-me perguntar
Se gostas de mim nas noites que eu passo sem ti

Sempre que eu te vejo, perco-me na luz da noite
E sempre que eu te beijo, fico sem medo do sol
Noites sem ti, onde me perco
Procuro por mim, na paixão do incerto
E saber que me amas mas mesmo assim
Basta pra ti, dizeres que sim
Mesmo quando eu vou, gostares de mim pelo que eu sou

Deixa-me olhar, deixa-me perguntar
Se gostas de mim nas noites que eu passo sem ti
Deixa-me olhar, deixa-me perguntar
Se gostas de mim nas noites que eu passo sem ti
»
...
O meu coração não pára! Não pára... inquieto... angustiado!
Porquê?!?
Porque é que te sinto tão perto, tão meu?
A nossa cumplicidade... tão completa e perfeita!
...
Porque me engano?
Afinal, estás longe... bem longe...

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Tenho sonhado contigo... Não me perguntes porquê! Há algum tempo que tal não acontecia.
Com a tua lembrança chegam-me recordações de tantos momentos bons (outros muito maus, também!), mas nesses sonhos chegas de repente... encantador... e eu recordo alguns momentos. Sorrio!
Aqueles encontros casuais, um pequeno-almoço, um relance de carro, um telefonema, um olhar, uma gargalhada, um encontro de pulsos...
Não crio ilusões. Mas revivo, uma e outra vez, aquele 1º beijo que há muito desejavamos, aquelas palavras trocadas de amor eterno.
Em muitos momentos das minhas viagens, vejo-te comigo. Adivinho o que dirias se lá estivesses e imagino as nossas conversas, as brincadeiras. Tudo como se estivesses bem junto de mim. Como ias gostar de lá estar!
O teu perfume... tão presente!!!
E surpreendes-me!!! Com uma rosa, um poema! Acima de tudo, enterneces-me. O teu sorriso desarma-me!

Quando acordo... inquieto-me com esta perenidade de sentimentos...
Porquê...?

terça-feira, 31 de julho de 2007

"De todos os cantos do mundo
Amo com um amor mais forte e mais profundo
Aquela praia extasiada e nua
Onde me uni ao mar, ao vento e à lua.
"
Sophia de Mello Breyner

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Mais um ano...



... para mim parece que foi ontem!
Lembro-me tão bem de tudo. Não consigo esquecer.
Tenho saudades tuas. Tantas!

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Estou REVOLTADA...

... com tudo e com todos!
A vida pode ser mesmo muito injusta...

terça-feira, 17 de julho de 2007

Deixando o alheamento para trás...

ACABEI DE LER "O Retrato de Dorian Gray"!
Uma lição de e para a vida!

segunda-feira, 16 de julho de 2007

terça-feira, 3 de julho de 2007

Suspiro...

... suspiro para aliviar a pressão que sinto no peito.
Não me sinto bem... nada bem, mas não sei explicar o porquê!

Esta tristeza que invade o meu corpo, a minha alma... Porquê?!?

Falta-me algo...
É isso!
Sinto-me incompleta... Um pedaço de mim anda por aí a vaguear e não o consigo encontrar.

Nem sequer sei por onde começar...

quarta-feira, 27 de junho de 2007

«A minha filha perguntou-me
o que era para a vida inteira
e eu disse-lhe que era para sempre.
Naturalmente, menti,
mas também os conceitos de infinito
são diferentes: é que ela perguntou depois
o que era para sempre
e eu não podia falar-lhe em universos
paralelos, em conjunções
e disjunções de espaço e tempo,
nem sequer em morte.
A vida inteira é até morrer,
mas eu sabia ser inevitável a questão
seguinte: o que é morrer?
Por isso respondi que para sempre
era assim largo, abri muito os braços,
distraí-a com o jogo que ficara a meio.
(No fim do jogo todo,
disse-me que amanhã
queria estar comigo para a vida inteira)»
Ana Luísa Amaral, SILOGISMOS

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Um cheiro tão familiar... Aquele cheiro que se entrenha na nossa pele e parece nunca mais querer sair...
São momentos que passam diante dos nossos olhos nas alturas mais desconcertantes.
Tanta coisa que nos faz transportar para bem longe! Para outro tempo! Para outros lugares!

E sentimos...! Como sentimos todos esses momentos! É como se os estivessemos a viver, naquele instante!
Perguntamo-nos "porquê"?!?
Porque teima o nosso coração a trair a nossa razão! Porque teima em desobedecer?
Que significarão todas estas palpitações? Este coração descompassado que nos deixa angustiados...
Dor? Sofrimento?
Ou serão, tão somente, saudades?

De que importa rodearmo-nos de muita gente, mudarmo-nos de país, se o que o nosso coração nos diz é que estamos sozinhos... E deseja que fiquemos...

Porque é tão difícil domar o nosso coração?
Mostrar que está errado... Que o que deseja não pode ser...
Como mostrar-lhe a razão e convencê-lo que também se engana?!?
Como...?

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Acordei com o coração descompassado...
Sinto-o muito apertado... angustiado, até...
Que aconteceu?

Como há uns tempos atrás, o primeiro pensamento que me assolou foste tu! Como estarás?
Este mau-estar... Aconteceu alguma coisa?
Ver-te, falar-te...
Apetece-me tanto!

Lá está o meu coração a dar sinais de si...
Eu que tanto o tenho controlado!
Pergunto-lhe...
- Ouvir-te, para quê?
E sussurro-lhe: shiuuuuu...

sábado, 16 de junho de 2007

segunda-feira, 11 de junho de 2007

« [...] Seguir a lógica difícil e singular da paixão, e os arroubos emocionais da inteligência, atentar no ponto de fusão de ambas e no ponto onde se separavam, em que momento estavam em uníssono e em que momento divergiam - o prazer que dessa actividade se retirava! Que importava os custos que tinha? Jamais se podia pagar um preço demasiado elevado por uma sensação. [...] »
[in O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde - Clássicos Relógios d'Água]

domingo, 10 de junho de 2007

Uma música que ficou...

... de uns dias MARAVILHOSOS! A S..... canta bem melhor! ;)

Mireille Mathieu, Une femme amoureuse

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Paris...

... c'est extraordinaire! Magnifique!!!

;)

terça-feira, 5 de junho de 2007

domingo, 3 de junho de 2007

Encantei-me com as nuvens, como se fossem calmas locuções
de um pensamento aberto. No vazio de tudo
eram frontes do universo deslumbrantes.
Em silêncio via-as deslizar num gozo obscuro
e luminoso, tão suave na visão que se dilata.

Que clamor, que clamores mas em silêncio
na brancura unânime! Um sopro do desejo
que repousa no seio do movimento, que modela
as formas amorosas, os cavalos, os barcos
com as cabeças e as proas na luz que é toda sonho.

Unificado olho as nuvens no seu suave dinamismo.
Sou mais que um corpo, sou um corpo que se eleva
ao espaço inteiro, à luz ilimitada.
No gozo de ver num sono transparente
navego em centro aberto, o olhar e o sonho.

António Ramos Rosa, Nuvens

sábado, 2 de junho de 2007

Hoje sonhei contigo...

«Nenhum relato de um sonho pode transmitir a sensação de sonho: o misto de absurdo, surpresa, espanto.Aquela sensação de se estar prisioneiro do inacreditável - a verdadeira essência dos sonhos.»
Joseph Conrad, Heart of darkness

quinta-feira, 31 de maio de 2007

«[...]
- Não existem boas influências, Mr. Gray. Todas as influências são imorais, imorais de um ponto de vista científico.
- Porquê?
- Porque influenciar uma pessoa é dar-lhe a nossa própria alma. O indivíduo deixa de pensar com os seus próprios pensamentosou de arder com as suas próprias paixões. As suas virtudes não lhe são naturais. Os seus pecados, se é que existe tal coisa, são tomados de empréstimo. Torna-se o eco de uma música alheia, o actor de um papel que não foi escrito para ele. O objectivo da vida é o desenvolvimento próprio, a total percepção da própria natureza, é para isso que cada um de nós vem ao mundo. Hoje em dia as pessoas têm medo de si próprias. Esqueceram o maior de todos os deveres, o dever para consigo mesmo. É verdade que são caridosas. Alimentam os esfomeados e vestem os pobres. Mas as suas próprias almas morrem de fome e estão nuas. A coragem desapareceu da nossa raça e se calhar nunca a tivemos realmente. O temor à sociedade, que é a base da moral, e o temor a Deus, que é o segredo da religião, são duas coisas que nos governam. E todavia...
(...)
- ... acredito que se um homem vivesse a sua vida plenamente, desse forma a cada sentimento, expressão a cada pensamento, realidade a cada sonho, acredito que o mundo beneficiaria de um novo impulso de energia tão intenso que esqueceríamos todas as doenças da época medieval e regressaríamos ao ideal helénico. Mas o mais corajoso homem entre nós tem medo de si próprio. A mutilação do selvagem sobrevive tragicamente na autonegação que nos corrompe a vida. Somos castigados pelas nossas renúncias. Cada impulso que tentamos estrangular germina no cérebro e envenena-nos. O corpo peca uma vez, e acaba com o pecado, porque a acção é uma modo de expurgação. Nada mais permanece do que lembrançade um prazer, ou o luxo de um remorso. A única coisamaneira de nos livrarmos de uma tentação é cedermos-lhe. Se lhe resistimos, a nossa alma adoece com o anseio das coisas que se proibiu, com o desejo daquilo que as suas monstruosas leis tornaram monstruoso e ilegal. Já se disse que os grandes acontecimentos do mundo ocorrem no cérebro. É também no cérebro, e apenas neste, que ocorrem os grandes pecados do mundo.
[...]»
[in O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde - Clássicos Relógios d'Água]

sábado, 26 de maio de 2007

Momentos que valeram a pena...

... apesar da mistura de sentimentos que senti durante TODO o dia e noite ...


Dave Matthews Band (Pav. Atlântico/25-05/2007)

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Mais um revés!
Mais um passo atrás... mais um não... um muro intransponível!
Não posso dizer que fiquei surpreendida, mas faltou um bocadinho... "assim"!!!!!
E dadas as circunstâncias, era "obra" conseguir!
Mas...
... não consigo descrever a tristeza, a frustração que senti...

De facto, parece que está tudo de pernas para o ar, tudo fora do sítio.
Até hoje tinha uma esperança que me fazia levantar todos os dias, uma luz que via ao fundo do túnel...
E agora?!?!?

Estou tão cansada de fingir que está tudo bem...

Autor desconhecido

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Mais um...

«Que vergonha, agora, quando penso nos disparates confessados, nas juras de amor sôfregas, remoídas na solidão do quarto, as paredes a fazerem-te as vezes. Que vergonha, tantos despudor e promessas aos santinhos da minha devoção, para que te pusessem no meu caminho, para que não pudesses viver sem mim. Que tolice, tantos impropérios gritados em silêncio, as febres, a fome, o choro contido nos entremeios dos lençóis. Eu, amarrotada, como os lençóis. Que perda de tempo, a pedinchice desnecessária, a choraminguice, o beicinho inútil. A paixão é uma cegueira danada, uma solidão desmiolada, egoísta, absorta, desligada. A paixão afugenta o bom-senso, a razão e a bondade das coisas, de todas as coisas. Enquanto ilumina o outro como um vitral de igreja e o refracta para todos os lados, num bailado colorido, acinzenta e esbate as formas do que é importante. É injusta, mentirosa e supérflua. Mas, um dia, estranhamente, quando menos esperamos, o nosso eu adormecido, o capaz de amar mesmo algures alguém e muito, desperta do sono envenenado como a princesa de uma fábula; sacode dos ombros os restos do seu sonho moribundo e acorda para a vida verdadeira, para os caminhos sinuosos do Amor de Facto, aquele que sobrevive nos meandros entediantes das afecções diárias. A paixão é um rebate falso, uma promessa de nada, uma perda de tempo e de saúde, dez passos à retaguarda, cinco à caranguejo. Por isso, regozija-te: estou finalmente acesa para a vida e alegremente te digo, nunca saberás o que perdeste.»
Novamente... em umamoratrevido.blogspot.com
[Reli (mais uma vez o texto) e cheguei à conclusão que, talvez, não tivesse escrito estas palavras assim... Algumas, mas não todas... Até porque nunca senti vergonha dos meus sentimentos, nem de os demonstrar.]

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Há palavras de outros que parecem tão nossas...

... este é um exemplo disso:
«Preciso que me ajudes a esquecer-te, que ponhas mãos à obra, que faças qualquer coisa que se veja. Preciso que pegues no batente, que te esforces um bocadinho, que dês à manivela, que carregues no botão, porque é imperioso esquecer-te. Diz-me que sou feia, que estou velha, que sou tola; diz-me que é ridículo, este amor enganado, impossível, desnecessário, incómodo, que já dura muito para lá do que é aceitável. Atira-me com todo o desprezo que tens à cara, toma balanço, como se uma tarte de natas num filme mudo; deita-me a língua de fora, vira-me as costas, escarnece. Por favor, escarnece. Diz-me que sou absurda, desmesurada, desregulada, que não tens paciência, que estou doida. Encolhe os ombros com enfado, isso, assim. Repete que não me queres ver, ri-te, com pena, encharca-me de pena, olha-me como se eu um cachorro abandonado, que é o que sou. Enxota-me, repete, paternalmente, com asquerosa condescendência, que já não tenho idade, que são coisas de miúda, que devia ter juízo, que não tens tempo nem condições para atentares nos meus desejos vãos de louca varrida. Manda-me passear, bugiar, dar uma volta ao bilhar grande, ver se estás na esquina, que me dás um tiro. Diz-me que te maço, que não me queres por perto, que talvez uma providência cautelar. Manda-me correr para a esquina, que eu irei. Manda-me, que eu irei. Ajuda-me a esquecer-te, que não estou de todo preparada para te amar até ao fim dos meus dias, que grande chatice me foste arranjar, agora, resolve-a, faz qualquer coisa, ajuda-me a esquecer-te.»
Lido e sentido... em umamoratrevido.blogspot.com

segunda-feira, 30 de abril de 2007

"Moral da história"...

«... Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém. Posso, apenas, dar boas razões para que gostem de mim e ter a paciência para que a vida faça o resto...»
William Shakespeare
:´(

Na sequência do último postal...

"[...]Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um "não".
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo
[...]"
F.P.
Lembram-se de 1ª vez que olharam "aquela" pessoa de forma diferente... Sentimos um "clique" e ela torna-se... especial... e só queremos estar com ela, partilharmos tudo com ela?
É nesse momento em que nos apaixonamos!
Em que tudo começa a ter razão de ser.
E quando somos correspondidos, aí sim, o mundo está direito, tudo parece estar nos seus devidos lugares. Tudo se encaixa perfeitamente. Andamos felizes, com um sorriso que ilumina tudo e que tranparece para todos.

Há amores e amores, claro!
E eu vivi um Amor lindo!
Um amor que me levou a decidir deixar tudo para estar com "aquela" pessoa!
E os laços que criámos são fortes! Sim, ainda são fortes...
Não porque ainda viva esse Amor, porque já não estamos juntos. Mas por razões que desconheço esses laços mantém-se fortes!
E é nesta altura que devo alertar que nem sempre aquele Amor que achamos ser "o" amor das nossas vidas pode não o ser... Sim, é verdade!
Não porque deixamos de amar, mas porque circunstâncias da vida assim o determinam... Porque "aquela" pessoa muda... e deixa de ser a pessoa por quem nos apaixonámos e revela-se um autêntico estranho! Capaz de mentir, omitir... enfim...
E apesar de tudo isto o teu sentimento mantem-se.
Não me perguntem porquê, porque ainda não sei responder!
Houve alturas em que achei que tudo não passaria de um teste às minhas capacidades, um teste a mim própria. E talvez por isso, e acreditando nos sentimentos confessados (sempre) nos momentos em que nos amávamos e reafirmados, agarrei-me a essas palavras e a este sentimento, que é dos mais puros que tenho.

Mas... começo a pensar que tudo não passa de... não sei!
Sou uma pessoa que acredita e vê (pelo menos tenta) o melhor das outras pessoas. E, por incrível que pareça ainda olho para "aquela" pessoa e vejo a mesma por quem me apaixonei.
Será que não quero admitir que me possa ter enganado tanto?
Seja como for, reservo para mim - algo que será sempre uma coisa só minha! - a crença (quase certeza) de que tive o privilégio de conhecer o verdadeiro "eu" "daquela" pessoa!
Que, por razões que desconheço se perdeu... perdeu o rumo...

[A partir daqui já não posso afirmar nada porque não sei! E, talvez, porque não queira saber, para não descobrir que estive sempre errada...]

Só que chega uma altura em que temos de pensar em nós, temos de parar de sofrer por algo que só nós vemos e só nós acreditamos.
Por defeito de profissão, talvez, tenho de acreditar em factos. E os factos estão todos contra mim!

Talvez esteja mesmo na altura de atirar a toalha ao chão, de deixar de lutar (sozinha) por um Amor que, nos termos em que "está"(?), talvez só exista no meu coração. Chegou a altura de parar de remar sozinha contra a maré, contra a distância, contra o mar, contra tudo e todos!
E chegou a altura de pensar em mim! E tentar ser feliz...

[As lágrimas teimam em desobedecer-me e caem. Porque ao escrever isto o meu coração está tão apertado, tão pequenino... Porque ainda ama!
Chegou a altura de ouvir a razão. De tentar ignorar o coração.
Mais do que já fiz não posso fazer...]

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Somos donos dos nossos actos,
mas não somos donos dos nossos sentimentos...
Somos culpados pelo que fazemos,
mas não somos culpados pelo que sentimos...
Podemos prometer actos,
não podemos prometer sentimentos...
Actos são pássaros engaiolados,
Sentimentos são pássaros em voo...

Mário Quintana

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Será que um dia...?

Tantas vezes nos perguntamos o que queremos da vida, tantas vezes queremos tantas coisas, tantas vezes dizemos que sabemos, tantas coisas que queremos, tantas coisas que dizemos que somos e... quando nos deparamos com as oportunidades... congelamos!
E agora?!?!
Que fazemos?!?!
É nestes momentos que destesto o que vejo no espelho! Uma pessoa fraca, sem forças... e com vontade de desistir... de tudo!
Não me reconheço...
Não quero ser assim... estar assim... E sei que não sou assim!
Mas que faço?

:)... sei bem o que fazer... a "piada" de tudo isto é essa... sei bem o que devo, o que já devia ter feito e... no entanto... há uma força (que não sei de onde vem!) que me agarra... que não me deixa partir!
O que é?

São tantas as coisas que quero!
Será que um dia...?

domingo, 22 de abril de 2007


« ...Não posso deixar que te leve
o castigo da ausência,
vou ficar a esperar e vais ver-me lutar
para que esse mar não nos vença...


Não posso pensar que esta noite
adormeço sozinho
vou ficar a escrever,
e talvez vá vencer
o teu longo caminho.

Quero que saibas
que sem ti não há lua,
nem as árvores crescem,
ou as mãos amanhecem
entre as sombras da rua.

Leva os meus braços
esconde-te em mim,
que a dor do silêncio
contigo eu venço
num beijo assim...

Não posso deixar de sentir-te
na memória das mãos,
vou ficar a despir-te,
e talvez ouça rir-te
nas paredes, no chão.

Não posso mentir que as lágrimas
são saudades do beijo,
vou ficar mais despido
que um copo vencido
perdido em desejo.

Quero que saibas
que sem ti não há lua,
nem as árvores crescem,
ou as mãos amanhecem
entre as sombras da rua.

Leva os meus braços
esconde-te em mim
que a dor do silêncio
contigo eu venço
num beijo assim...
»
Foto de Manuela Morgado, Chuva de Sol

quarta-feira, 18 de abril de 2007

...Ultimamente não tenho tido muita vontade de postar...
O que não significa que não tenha vontade de escrever... o que me vai na alma... Devo ou não devo? Eis a questão!?!?
Ando triste... Porquê? Não sei... ou talvez saiba! As pessoas perguntam-me o que se passa e não sou capaz de dizer. Para quê?!? Já sei o que me vão dizer!
Afinal o que me falta?!? Tenho uma família fantástica, um bom trabalho, saúde... Que mais é preciso?
Tanta gente com problemas bem mais graves e eu... Insatisfeita! Com tudo, com o meu trabalho, com a minha vida, comigo...
Todos os dias acordo e digo: hoje é o 1º dia do resto da minha vida!
Esquece o passado, vive o presente e prepara o futuro!

Quem ouvir pensará que é fácil, não é?!?!
Mas tem sido tão difícil!

E por vezes sinto que é injusto! Que não mereço... que mereço mais! Que o quase se torne tudo! Sei que depende de mim lutar contra isto tudo. E só de mim. Tenho feito um esforço! Mas sinto-me sem forças... (quase) esgotada!
Já quase não consigo fingir! A cada dia que passa tenho mais dificuldades em fazer de conta que está tudo óptimo e sorrir. Os meus olhos já não enganam...
Porque tudo me parece estar errado.
E apetece-me gritar!
Fugir! De tudo e de todos! Até de mim...

Hoje foi (mais) um dia difícil!

quinta-feira, 12 de abril de 2007

A luz do dia mergulhava no horizonte... corria algum vento...
Assim que pousou os pés descalços naquela areia escura sentiu um arrepio na espinha! Estava frio! E à medida que se despia o arrepio aumentava... Não tinha a certeza do que a arrepiava... o frio ou todos aqueles sentimentos que a invadiam: confusão, amor, desilusão, tristeza, esperança...
Não estava sozinha.
Ambos precisavam de se encontrar! Ali tão perto um do outro, mas ambos meios desorientados, meios perdidos...
E ambos precisavam daquele mergulho, naquela água gelada. Arrefecer aquela mistura de sentimentos!
As lágrimas que rolavam pela face dela fundiam-se com aquele mar salgado... As dele também.
Trocaram palavras... de amor... de vontade... de querer... Queriam-se!
...Encontraram-se... nos braços um do outro... Naquele abraço!

Um momento que ficará na memória dela para o resto da sua vida...

segunda-feira, 9 de abril de 2007

"Eu queria trazer-te uns versos muito lindos
colhidos no mais íntimo de mim…
Suas palavras
seriam as mais simples do mundo,
porém não sei que luz as iluminaria
que terias de fechar teus olhos para as ouvir…
Sim! Uma luz que viria de dentro delas,
como essa que acende inesperadas cores
nas lanternas chinesas de papel!
Trago-te palavras, apenas… e que estão escritas
do lado de fora do papel… Não sei, eu nunca soube o que dizer-te
e este poema vai morrendo, ardente e puro, ao vento
da Poesia…
como
uma pobre lanterna que incendiou!
"

Mais um belo poema de Mário Quintana, um poeta que me conquistou pela sua clareza de pensamentos e sentimentos.
...!

sexta-feira, 6 de abril de 2007

"...Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras,
alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho...
Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento...e não brinque com ele.
E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.
Não quero lutar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe..."

Boa noite...

Hoje vou adormecer ao som desta música, simplesmente, extraordinária... Wish You Were Here...

domingo, 1 de abril de 2007

"... Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém...e
poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim
quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto..."

sexta-feira, 30 de março de 2007

...Em ti o meu olhar fez-se alvorada,
e a minha voz fez-se gorgeio de ninho,
e a minha rubra boca apaixonada
teve a frescura do linho...


Florbela Espanca

quinta-feira, 29 de março de 2007

Há poemas lindos ...

Este 'inferno' de amar - como eu amo! -
quem mo pôs aqui n'alma...quem foi?
Esta chama que alenta e que consome,
que é a vida - e que a vida destrói -
como é que se veio a atear,
quando-ai quando se há-de ela apagar?

Eu não sei, não me lembra: o passado,
a outra vida que dantes vivi
era um sonho talvez... - foi um sonho -
Em que paz tão serena a dormi!
Oh!,que doce era aquele sonhar...
Quem me veio, ai de mim!, despertar?

Só me lembra que um dia formoso
eu passei... dava o Sol tanta luz!
E os meus olhos, que vagos giravam,
em seus olhos ardentes os pus.
Que fez ela?,eu que fiz? - Não no sei;
mas nessa hora a viver comecei...


Folhas Caídas, Almeida Garrett

domingo, 25 de março de 2007

Regresso devagar ao teu
sorriso como quem volta a casa. Faço de conta que
não é nada comigo. Distraído percorro
o caminho familiar da saudade,
pequeninas coisas me prendem,
uma tarde num café, um livro.
Devagar te amo e às vezes depressa,
meu amor, e às vezes faço coisas que não devo,
regresso devagar a casa,
compro um livro, entro no
amor como em casa.


Manuel António Pina

sexta-feira, 16 de março de 2007

Eu acredito na continuidade das coisas que amamos, acredito que para sempre ouviremos o som da água no rio onde tantas vezes mergulhámos a cara, para sempre passaremos pela sombra da árvore onde tantas vezes parámos, para sempre seremos a brisa que entra e passeia pela casa, para sempre deslizaremos através do silêncio das noites quietas em que tantas vezes olhámos o céu e interrogámos o seu sentido.

Nisto eu acredito: na veemência destas coisas sem princípio nem fim, na verdade dos sentimentos nunca traídos.


Miguel Sousa Tavares, Não Te Deixarei Morrer, David Crockett

quarta-feira, 14 de março de 2007

Ouvir a tua voz faz-me tão bem!
Mas receio criar expectativas e vê-las desmoronar à 1ª dúvida, obstáculo que surja... Porque não é a 1ª vez!

Será que algum dia vamos confirmar aquelas certezas de que o nosso amor é eterno?!?!

quarta-feira, 7 de março de 2007

Já se viram numa situação da qual não sabem como sair?!?!

Pois... encontro-me numa dessas "situações"...
Dizem-me que não tenho "razões de queixa" e que devia estar contente pela minha situação... privilegiada, segundo parece...
A minha pergunta é: então porque não me sinto como tal... privilegiada?!?!?
E não é 'fita', insegurança. É a mais pura das verdades.
Parece que o mundo está todo virado do avesso. E gostava de saber porquê?!?!?! Serei eu? O problema será meu? Que terei de tão errado para que as coisas não corram bem?
Porque não me satisfaço, p.ex., com um trabalho que muitos desejariam ter? Porque não esqueço um sentimento que teima em (sobre)viver... apesar de tudo?
Porque me agarro a tantas coisas que não devem passar de algo que só eu guardo e recordo?
Porque não decido virar a mesa? Aqui sei, sinto, que é insegurança (pura e dura) a vir ao de cima. Afinal, nem sei bem o que pensar... em que acreditar...
A velha questão: coração e/ou razão?!?!?
Mas no final das contas, nem mesmo isso depende (apenas) de mim...

Penso, (re)penso e não consigo encontrar uma resposta (satisfatória) a tantas das minhas perguntas!
A conclusão só pode ser uma: o problema só pode ser meu!
Será que devo mudar? Mudar a minha maneira de ser, de estar? Não serei eu quem está desfazada da realidade... do mundo?

Confesso que não sei o que fazer...
E sinto-me só, triste, carente...

segunda-feira, 5 de março de 2007

Se tu viesses ver-me...

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
a essa hora dos mágicos cansaços,
quando a noite de manso se avizinha,
e me prendesses toda nos teus braços...


Quando me lembra: esse sabor que tinha
a tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...


Se tu viesses quando, linda e louca,
traça as linhas dulcíssimas dum beijo
e é de seda vermelha e canta e ri...


E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti...

Florbela Espanca

domingo, 4 de março de 2007

quinta-feira, 1 de março de 2007

Estou a arrumar as coisas para ir para casa.
Hoje o dia não foi (nada) fácil! Parece que cada dia que passa, o sacrifício que faço para me levantar e ir (vir) trabalhar é maior!!!!
E hoje... bem, hoje estive mesmo para atirar tudo ao ar, fugir, sem olhar para trás, e... Enfim, nada fácil!

E... o que mais queria, confesso, era chegar a casa e ter-te à minha espera. Como o teu sorriso meigo (Lindo!), com os braços abertos à espera de me abraçar. Um Abraço que demorava muito... uma eternidade.
Chamavas-me "meu doce" e fazias com que me esquecesse de tudo o que se passa lá fora. Só nós dois!
Precisava de te ouvir, de te sentir...

... Precisava de me deitar do teu lado, enroscar-me em ti e sentir o teu calor, o teu abraço... o teu amor...

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Pensando...


Salvador Dali,
Girl at the Window

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

... Enquanto o telefone chamava, o coração batia descompassado tais eram os nervos que sentia. Havia muitos dias que não falavam, que não ouvia a sua voz e isso aumentava (ainda mais) a ansiedade.
Queria e, ao mesmo tempo, não queria, que atendesse o telefone.
Não atendeu...
Logo, várias perguntas assolaram o seu pensamento. Tentou abstrair-se desse facto.
Quando já nada o fazia esperar o seu telefone toca. O coração volta a querer "sair" pela boca! Controlou-se bem...
... foi (tão) bom ouvir a sua voz !!! ...

sábado, 17 de fevereiro de 2007

E nós?

Relembro os últimos momentos que vivemos juntos... A harmonia! A felicidade que vivemos... Tudo parecia encaixar na perfeição!
Será que tudo não passou de imaginação minha?
Não! Não posso acreditar nisso! Eu senti... eu vivi... E não tenho dúvidas que, nós dois, encaixamos!
Porque tem de ser tudo tão difícil? ... A vida tão simples é boa...! É o que diz a música... aquela música que, um dia, me mandaste! E é a mais pura verdade!

Onde estarás? Como estarás? Penso em ti tantas vezes!!! Sei que quis afastar-me... Tinha de ser! Os últimos acontecimentos magoaram-me muito... e estava tão magoada... ferida... Tinha de me afastar! E tu também precisavas... Será que pensas em mim? Sentirás a minha falta? Como sinto a tua...

O tempo passa... E nós?

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Apetece -me G R I T A R !
e correr... sem parar... F U G I R !!!!

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

domingo, 11 de fevereiro de 2007

Há três coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

Mais um dia...

... mais do mesmo...
... a mesma insatisfação, a mesma angústia, a mesma incerteza, o mesmo desespero...
Nada é como devia ser, nada parece ser o que é. O mundo, o mundo onde vivo, parece estar de pernas para o ar... A angústia é enorme... a tristeza profunda.
Não sei o que (mais) fazer...

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Eu sei, tudo pode acontecer...
Eu sei, nosso amor não vai morrer.
Vou pedir, aos céus, você aqui comigo.
Vou jogar, no mar, flores pra te encontrar...

Não sei, porque você disse adeus
Guardei, o beijo que você me deu
Vou pedir, aos céus, você aqui comigo
Vou jogar, no mar, flores pra te encontrar...

You say good-bye, and I say hello
You say good-bye, and I say hello
Ohohoh
Yeah yeah yeah yeah

Não sei, porque você disse adeus
Guardei, o beijo que você me deu
Vou pedir, aos céus, você aqui comigo
Vou jogar, no mar, flores pra te encontrar

you say good bye and I say hello
you say good bye and I say hello
ohohoh
Yeah yeah yeah yeah
[Música de Papas da Língua e composição: Serginho Moah e Fernando Pezão]

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

"Para saber se estamos realmente apaixonados só há uma maneira: afastarmo-nos, tentar estar sem o amado e ver o que acontece. Se não conseguimos estar sem ele, se ficarmos verdadeiramente desesperados, quer dizer que amamos realmente. Superámos a prova da verdade."
Francesco Alberoni

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Bom dia...

Amor não é se envolver com a "pessoa perfeita",
aquela dos nossos sonhos.
Não existem príncipes nem princesas.
Encare a outra pessoa de forma sincera e real, exaltando suas qualidades, mas sabendo também de seus defeitos.
O amor só é lindo, quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que podemos ser.

Mario Quintana

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Um dia...

«Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem.
Você não só não esquece a outra como pensa muito mais nela...
Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável...
Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples...
Um dia percebemos que o comum não nos atrai...
Um dia saberemos que ser classificado como o "bonzinho" não é bom...
Um dia perceberemos que a pessoa que não te liga é a que mais pensa em você...
Um dia saberemos a importância da frase: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas..."
Um dia percebemos que somos muito importantes para alguém mas não damos valor a isso...
Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas aí já é tarde demais...
Enfim... um dia descobrimos que apesar de viver quase 100 anos, esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para dizer tudo o que tem de ser dito...
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras...
Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.»

Mário Quintana

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007


Esta noite é tão negra que seria uma estrada
se não houvesse a esperança de aves e de aviões...
Ou melhor a promessa de uma hora inexacta...
Ou melhor a certeza de fugirmos os dois

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

Fecho os olhos...


... e vejo-o!
No meio de toda aquela gente a chegar e a partir, de braços abertos à minha espera. Vemo-nos, trocamos olhares e ele abre um sorriso... "aquele" sorriso... que me enche o coração! Apetece-me mergulhar nele da mesma forma que mergulhei no abraço que me deu...
Tão bom, tão forte, tão sentido! e os seus lábios?!? Aqueles lábios que amo... quentes, meigos, ardentes! ... Tanta coisa... tenho tanta coisa para te dizer!

Mas, por agora, apenas digo que sinto a tua falta...

quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

Chegou a véspera da partida...

«...A trepadeira era arrancada dos corações e trazia fibras atrás, dilacerando-os. Ambos temiam que fosse o princípio do fim. A grandeza e intensidadde do Amor não estavam em causa, nem a vontade em mantê-lo vivo e aceso. (...) Era na essência de cada um que amavam e se amavam. Nada poderia atentar contra isso, mas a dúvida pairava e dilacerava o coração. Nenhum dos dois se recorda das palavras da despedida.»

terça-feira, 30 de janeiro de 2007

Em todas as ruas te encontro,
em todas as ruas te perco.
Conheço tão bem o teu corpo...
Sonhei tanto a tua figura,
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura...
tanto tão perto tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu...
Num rio que desapareceu...
onde um braço teu me procura.

Em todas as ruas te encontro,
em todas as ruas te perco...


[Cesariny]

... Laços fortes ...

«... São fortes os laços criados pelo enamoramento, porque continuamos a amar mesmo quem nos faz sofrer ... é um laço forte o amor consolidados por uma vida vivida em comum, em que cada um se tornou indispensável para o outro, tanto que, quando um deles morre, o outro muitas vezes morre também ...»
(Francesco Alberoni in Sexo e Amor, Bertrand, 2005)

domingo, 28 de janeiro de 2007

Há muitas razões para duvidar e uma só para crer

Como aliviar a dor do que nao foi vivido?

"Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana,
que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.
Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas,
por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados,
pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema,
para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe
é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos,
mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional
."
Carlos Drummond de Andrade

sábado, 27 de janeiro de 2007

Todas as prendas que me deste, um dia,
guardei-as, meu encanto, quase a medo,
e quando a noite espreita o pôr-do-sol,
eu vou falar com elas em segredo ...

E falo-lhes d'amores e de ilusões,
choro e rio com elas, mansamente...
pouco a pouco o perfume do outrora
flutua em volta delas, docemente ...

Pelo copinho de cristal e prata
bebo uma saudade estranha e vaga,
uma saudade imensa e infinita
que, triste, me deslumbra e m'embriaga.

O espelho de prata cinzelada,
a doce oferta que eu amava tanto,
que reflectia outrora tantos risos,
e agora reflecte apenas pranto,
e o colar de pedras preciosas,
de lágrimas e estrelas constelado,
resumem em seus brilhos o que tenho
de vago e de feliz no meu passado...

Mas de todas as prendas, a mais rara,
aquela que mals fala à fantasia,
são as folhas daquela rosa [vermelha]
que a meus pés desfolhaste, aquele dia...


Florbela Espanca
(...)

I need to hear that you'd die for me....
again and again and again....
So tell me when you look in my eyes...
Can you share all the pain and happy times...
'Cause I will love you for the rest of my life...


(...)

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

Se tanto me dói que as coisas passem
é porque cada instante em mim foi vivo
na busca de um bem definitivo
em que as coisas de Amor se eternizassem.

Pudesse eu não ter laços nem limites...
Oh vida de mil faces transbordantes
p'ra poder responder aos Teus convites
suspensos na surpresa dos instantes

... Sophia de Mello Breyner
Como vou deixar você
Se eu te amo?

Sei que a minha vida anda errada
e que já deixei mil furos, mil mancadas...
talvez esteja andando em linhas tortas,
mas por enquanto eu vou te amando é o que me importa
mas você também não é rota principal
e toda estrada tem um final...

Eu quero saber é...

Como vou deixar você se eu te amo?
Alguém me diz?!? Como deixamos de amar? De sentir?

Estou triste...

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

:(

Não entendo...

O que levará as pessoas a mentir? Ou melhor, o que levará as pessoas a omitirem certos 'acontecimentos'? Tenho dúvidas que não saibam que está errado! Então, porque o fazem?!?
Por muito que custe admitir um erro, um 'deslize'... porque não admitir?!? Porque não ser honesto consigo e com os outros?!?
Porque não admitir que, como humanos, errámos, caímos "em tentação"?
Porque não assumimos o que fazemos?!?

Nada disso!!!

Ao invés, omitimos, mentimos e, nesse comportamento, magoamos quem (realmente) gosta de nós!

Não entendo...

Porque não dizer: já não gosto de ti! Não era mais simples?!? Não digo mais fácil, mas evitava o arrastar de certas situações que só podem terminar com mágoa e dor... pelo menos, para uma das partes.

Não entendo...
E custa-me não entender...
Custa-me que me mintam....

...

quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

... Eu não existo sem você ...

Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim,
que nada nesse mundo levará você de mim...

Eu sei e você sabe que a distância não existe
que todo grande amor só é bem grande se for triste...

Por isso, meu amor
não tenha medo de sofrer
que todos os caminhos
me encaminham pra você...

Assim como o oceano
só é belo com luar
assim como a canção
só tem razão se se cantar
assim como uma nuvem
só acontece se chover.
Assim como o poeta
só é grande se sofrer...
Assim como viver
sem ter amor não é viver...


Não há você sem mim
eu não existo sem você...


(Tom Jobim e Vinícius de Moraes)

Hoje sonhei contigo...

Deitei-me a pensar em ti... O que estarias a fazer? Será que também pensavas em mim? Ou nem por isso...
E sonhei contigo! Juntos, passeávamos de mãos dadas e sorriamos. Nada mais existia, nada mais para além de nós dois e nada mais era necessário...
De manhã cedo olhei para o meu lado e estavas lá! Dormias profundamente... Sorri para ti! Estava feliz...

Um som interrompeu esse momento... acordei! Abri os olhos e não te vi... :(
Hoje acordei a pensar em ti...

terça-feira, 23 de janeiro de 2007

... Sei-te de Cor ...

Sei de cor
cada traço do teu rosto, do teu olhar
cada sombra da tua voz e cada silencio,
cada gesto que tu faças,
Meu Amor sei-te de cor...

Sei cada capricho teu e
o que nao dizes ou preferes calar, deixa-me adivinhar
nao digas que o louco sou eu
se for tanto melhor...
Amor sei-te de cor
sei porque becos te escondes,
sei ao pormenor o teu melhor e o pior
sei de ti mais
do que queria numa palavra diria
Sei-te de cor...
Sei cada capricho teu e o que nao dizes ou preferes calar
deixa-me adivinhar nao digas que o louco
sou eu se for tanto melhor.
Amor sei-te de cor... sei de cor cada traço do teu rosto, do teu olhar
cada sombra da tua voz e cada silencio, cada gesto que tu faças...

Meu amor sei-te de cor...

segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

domingo, 21 de janeiro de 2007

«... Amor ...»

...Amei de todas as formas e feitios,
amor de matéria universal,
amor de misticismos universais,
amor que se confessa amar,
amor que se demora longe
em todos os tempos do verbo amar.
Amei, distraído nas nuvens,
inventando o começo dos nossos dias,
na exacta posição de se amar.
Amei, em cada viagem que te olhei,
na respiração da carne,
no estremecer de luz do nosso sonho.
Amei-te no acto imortal dos que amam.
Amei-te. Amei. Ainda amo.
Vagueio no espírito do lugar amar.
Ressaco a palavra amor...


[Daniel Camacho]

...Ao coração que sofre...

Ao coração que sofre, separado
Do teu, no exílio em que a chorar me vejo,
Não basta o afeto simples e sagrado
Com que das desventuras me protejo.

Não me basta saber que sou amado,
Nem só desejo o teu amor: desejo
Ter nos braços teu corpo delicado,
Ter na boca a doçura de teu beijo.

E as justas ambições que me consomem
Não me envergonham: pois maior baixeza
Não há que a terra pelo céu trocar;

E mais eleva o coração de um homem
Ser de homem sempre e, na maior pureza,
Ficar na terra e humanamente amar.
Olavo Bilac